Nada é tão dramático e belo no que se refere a jardim quanto o trabalho da 1moku co., um escritório artístico que cria jardins e intalações com o ‘verde’.
É a pura ousadia da arquitetura Japonesa na natureza que pode ser criada de forma artística.
Nada é tão dramático e belo no que se refere a jardim quanto o trabalho da 1moku co., um escritório artístico que cria jardins e intalações com o ‘verde’.
É a pura ousadia da arquitetura Japonesa na natureza que pode ser criada de forma artística.
Essa casa é um projeto do ‘CAPD, Inc’, um escritório de arquitetura com traços contemporâneos muito fortes. A residência com linhas objetivas e demasiado concreto fica na beira do mar e causa um belo estranhamento através do choque entre bloco moderno e natureza orgânica.
Você gostou? Teria uma casa desse estilo na praia?
—Crematório em Kakamigahara é um projeto da Toyo Ido, escritório do famoso mestre da arquitetura Japonesa.
Você pode conferir abaixo uma parte da entrevista com Toyo Ido feita por Fredy Massad e Alicia Guerrero Yeste do Vitrus Vius.
Fredy Massad e Alicia G.Yeste: Qual é a situação da arquitetura dentro da tradição cultural e artística do Japão?
Toyo Ito: Há mais ou menos cem anos se produziu a transição da era de Edo para a era de Meiji, que deu início de forma radical a um processo de abandono de todo o antigo para renovar a cultura em busca de algo totalmente novo. A raiz disso – a arquitetura tradicional – se viu obrigada a mudar ao ser descartada por ser concebida como algo obsoleto, pertencente ao passado, e começou a importar-se a arquitetura ocidental massivamente. Tudo o que se nos ensinaram como arquitetura se baseia na Modernidade. Existe uma linha descontínua entre a arquitetura tradicional e a arquitetura contemporânea.
FM / AGY: Então, tal e como no Ocidente, do mesmo modo como entre os antigos gregos, a Arquitetura se concebeu como uma techné – uma destreza especificamente manual – para posteriormente, no transcurso da Historia, passar a ser considerada como uma das Belas Artes, poderíamos supor que existiria uma equivalência a esta concepção na cultura japonesa?
TI: Creio que de fato é assim porque até há muito pouco tempo as pessoas do povo não faziam diferenças entre o que era um arquiteto e um empreiteiro ou mesmo um carpinteiro. Um arquiteto era referido como “aquele senhor que faz casas”. Ainda na atualidade persiste esse sistema de assumir que há duas categorias de arquitetura: uma, de primeira categoria, e outra, de segunda. A arquitetura de segunda categoria eqüivaleria à consideração que se outorga aos carpinteiros. O sistema construtivo no Japão funciona assim: há uma série de grandes empresas construtoras que dispõem de um departamento de projeto no qual podem trabalhar centenas ou mesmo milhares de pessoas na elaboração do desenho, direção da obra e todos os demais aspectos relacionados.
FM / AGY: O Elogio da Sombra de Junichiro Tanizaki alude a essa mudança imposta pela nova era que você mencionava respondendo à primeira pergunta. Este livro foi escrito em 1933, relativamente não muito depois do início da Era de Meiji e o que esta significou. Neste livro se descreve bem a convivência de dois elementos ocidentais simbolizadores de progresso e a tradição cultural japonesa – doméstica, particularmente. Durante a leitura do livro, nos chamou a atenção um fragmento que dizia: “a forma de um instrumento aparentemente insignificante pode ter repercussões infinitas. (…) Se Oriente e Ocidente tivessem elaborado cada um por seu lado, de forma independente, civilizações científicas bem diferenciadas, quais seriam as formas de ambas sociedades e até que ponto seriam diferentes do que são?” O que responderia você a esta pergunta formulada por Tanizaki? Se isto se aplica à arquitetura, a arquitetura japonesa contemporânea seria hoje em dia muito distinta se não se houvesse produzido essa ruptura no transcurso da cultura tradicional particular do Japão?
TI: Teria sido bastante diferente. E não me refiro só à arquitetura, mas também ao estilo de vida propriamente dito. Por exemplo, o costume de levar kimono, um costume tradicional, de repente foi abandonado em favor das roupas ocidentais.
FM / AGY: Então, nossa idéia estereotipada sobre o povo japonês – de um povo que foi capaz de absorver perfeitamente a influência ocidental ao mesmo tempo que conservava suas próprias tradições – é correta ou se reduz apenas a um aspecto menor?
TI: Considerando-se ao largo de dois séculos, poderíamos considerar válida essa teoria porque anos atrás, sobretudo da China e Coréia, confluíam as influências de muitas culturas. O povo japonês foi assimilando e digerindo essas influências ao longo do tempo. Neste sentido, pode-se dizer que o povo japonês tem sido um povo eclético mas que, sem dúvida, tem mantido intacta sua raiz. O que ocorre é que, excepcionalmente, quando teve lugar em 1868 a mudança de era dessa forma tão repentina e radical, o povo não teve tempo de reagir e assimilar todos essas transformações.
FM / AGY: Pode se dizer, de certo modo, que não se culminou o período de adaptação a essa transformação?
TI: Eu creio que de fato é assim: há vários elementos que ainda não terminamos de digerir.
FM / AGY: Também na arquitetura?
TI: Sim, também. Por exemplo, na arquitetura moderna nos choca ter que converter nossos tetos tradicionais em tetos planos. Nas províncias, nunca gostaram plenamente da idéia de ter tetos planos.
—Kuu, um projeto da Suppose Design
JARDIN da Kurosaki Satoshi
Koufu Casa da Suppose Design
JARDIN da Kurosaki Satoshi
JARDIN da Kurosaki Satoshi
JARDIN da Kurosaki Satoshi
Interior de uma clinica em Matsuyama da Suppose Design
Interior de uma casa em Matsuyama, um projeto da Suppose Design

SLIT da Kurosaki Satoshi
Piscina do Harbour Resort da Suppose Design Office
Otake umn projeto em Hiroshima da Suppose Design
Interior de Ujina um projeto da Suppose Design Office
Arquitetura Contemporânea do Japão.